Louvor e adoração
Posted by in VIDA CRISTÃ
Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. [Apocalipse 5.12]
Introdução
O que é louvor? O que é adoração? Um é complemento do outro? Por que chamam esta área na igreja de Ministério de Louvor e Adoração?
Muitos cristãos – e a maioria dos ministros – tem certa dificuldade em dar uma definição a estes termos e aplicá-los no dia-a-dia e no ministério onde atuam. Muitos são os que confundem a definição destes termos com o ritmo musical adotado; por exemplo, acreditam que canções cuja musicalidade e ritmo mais lentos e suaves são canções de “adoração” e que as músicas mais pesadas e agitadas são as de “louvor”.
Até mesmo em lojas de artigos cristãos os CDs, DVDs e ministérios são separados desta forma, onde determinado CD é classificado como de adoração e outro é chamado de louvor. Afinal de contas, o que significa cada termo? Qual a importância de sabermos isso? Qual a relevância?
Adoração
Todos nós temos a real consciência que a adoração é um estilo de vida; nossas vidas devem ser constantes meios de adoração ao Senhor. Sabemos que não é preciso estar no ambiente de quatro paredes do templo para adorarmos o Senhor. Não é o local que nos faz adorador, mas a atitude de uma vida voltada para Deus e para constante glorificação de Seu nome.
Podemos resumir de modo muito objetivo: adoração é o que fazemos para o Senhor exatamente por quem e como Ele é.
Deus é tão esplendido e maravilhoso que é difícil (ou mesmo impossível) dar um “rótulo” a Ele. Quando adoramos o Senhor numa canção ou oração, fazemos isso para glorificá-Lo por quem Ele é, exaltando sobremaneira os Seus eternos atributos, tais como auto-existência, auto-suficiência, eternidade, imutabilidade, infinidade, onisciência, onipotência, onipresença, soberania, sabedoria, bondade, graça, misericórdia, longaminidade, santidade, justiça, fidelidade, etc.
As Escrituras nos dizem sobre a verdadeira adoração ao Senhor, que deve ser em espírito eem verdade (Jo4.23-24); existe um número sem fim de músicas que cantam este versículo, mas qual o significado profundo desta expressão?
Uma canção com traços de adoração é aquela que atribui a Deus o valor que somente a Ele é digno de ser dado. É aquela onde expressamos nosso profundo amor a Deus com a mais sublime sinceridade e autenticidade. Apenas Deus é digno de ser adorado. Apenas Ele e mais nada nem ninguém (Lc 4.8).
Louvor
O louvor é aquilo que fazemos a alguém em honra pelos seus feitos. A Bíblia Sagrada mostra que em determinadas circunstâncias às pessoas emitem louvores umas as outras, em tom de elogio. E isso de modo algum é uma desonra ao nome do Senhor, pelo contrário, pode numa atitude dessas emitir adoração ao Senhor.
Podemos levar como exemplo Rm 13.3; 1Co 11.2; 2Co 12.11. Nestes casos estamos considerando o louvor como expressão humana de elogio.
O louvor pode ser resumido como uma homenagem prestada a alguém. Focando nosso louvor ao Senhor, observamos nas Escrituras que louvamos a Ele pelas graças recebidas, pelos Seus favores e bênçãos. A Bíblia mostra uma enorme variedade de louvores ao Senhor (Lv 7.13; Sl 40.10; 104.33; 150; Cl 1.3).
Uma relação perfeita
O propósito de nossas canções deve ser sempre uma pura e genuína adoração ao Pai. Os louvores entoados por nossos lábios devem conduzir nossas vidas à prostração completa do coração.
E este caminho pode ser percorrido de muitas maneiras. As Escrituras apontam o louvor e adoração através dos meios:
● Palmas: Sl 47.1; 98.8; Is 55.12
● Levantar de mãos: Sl 63.4; 77.2; 1Tm 2.8; Hb 12.12
● Prostração: Ez 43.3; Ap 4.10; Sl 95.6
O aspecto externo deve ser organizado, bem feito e coerente, seguindo o dom de cada um, mas nunca devemos nos esquecer que o Senhor esquadrinha os corações (Rm 8.27; 1Co 2.10), e é de lá que emana o perfeito louvor e adoração.
Por fim, a frase a seguir resume de modo coeso tudo que vimos até aqui quanto a nossa postura:
A música na igreja é o preguinho na parede… este preguinho segura o ‘quadro Jesus’. O foco não é o prego, mas sim o quadro.
Que nosso ministrar seja exclusivamente para o louvor e adoração de Sua glória para que de fato Ele esteja habitando em nosso meio! (Sl 22.3).
You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 You can leave a response, or trackback.





