
Por Leandro Márcio Teixeira
No post anterior, fiz um breve apanhado do que é a doutrina da depravação total. Mas, como apenas conhecimento teórico não basta, é necessário que alguma aplicação prática decorra do entendimento. Buscarei fazer isto a partir de agora.
Descobrir a Verdadeira Identidade
Filósofos de todas as eras têm insistido em que o homem conheça a si mesmo. Não há nada errado nisto. Juntamente com Terêncio, dramaturgo da Roma Antiga, deveríamos declarar que “nada do que é humano nos é estranho”. Seria mesmo uma irresponsabilidade ignorar quaisquer aspectos relacionados à humanidade. Entretanto, parece que alguns ficaram tão maravilhados consigo mesmos que pensaram acerca de si muito mais do que convém. Friedrich Nietzsche, por exemplo, via fraqueza no homem, causada por um grande potencial inexplorado. Pensava ele que se o homem anelasse e vivesse além de todos os seus valores, por meio de uma sede de poder criativo, num processo contínuo de superação, ele seria um super-homem, ou o homem superior. Para isto, é claro, ele teria de abandonar a ideia de Deus: super-homens não precisam dele.
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