
Por João Rodrigo Weronka
Os três textos iniciais desta série foram muito produtivos para mim. Foram crônicas que me levaram a reflexão profunda sobre os problemas mais evidentes do movimento Neopentecostal, mas que serviram para uma reflexão geral sobre a cristandade.
É fato que já repeti: os problemas estão mais evidentes no neopentecostalismo, mas infelizmente não se limitam a ele.
A crônica que farei neste texto procura lançar o alerta contra um conceito terrível que se infiltrou na igreja (como um todo) ao longo de anos recentes. Enquanto uma turma por aí se mobiliza contra todo e qualquer modo ‘institucionalizado’ de igreja, outros fazem da igreja algo como de propriedade particular. E o problema gerado pelo segundo grupo é, na maioria dos casos, o álibi do primeiro grupo.
Falarei desta vez a respeito das atitudes dominadoras que tomaram parte do cotidiano da igreja. E antes que pensem que sou um revolucionário libertino, já vou avisando: amo a igreja e luto pela igreja; sonho com a igreja santa e limpa, qualitativa e quiçá quantitativa. Sou contra o rebanho sem pastor, mas sou arbitrariamente contra o pastor e líder eclesiástico (seja em que nível for) que se julga dono da igreja ou do rebanho.
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