Por Leonardo Gonçalves

Que a igreja brasileira não está vivendo o seu melhor momento, não é nenhuma novidade. Basta pesquisar a palavra “igreja” no Google para se dar conta do quanto a instituição carece de integridade e doutrinamento. No entanto, creio que apenas criticar os novos rumos do cristianismo tupiniquim, com seus pastores-apóstolos, profetas mercenários e pregadores cheios de estrelismo, não ajuda a resolver o problema. Obviamente, sei reconhecer o valor de uma crítica bem articulada, mas desprezo a atitude de quem somente destrói sem edificar nada no lugar, apenas pelo prazer de ver os escombros. A agressividade de quem só ataca sem oferecer uma resposta satisfatória à problemática eclesiástica e a hostilidade de quem aponta o problema, mas é incapaz de (tal como Neemias) ser a resposta ao próprio clamor é tão reprovável quanto a conduta dos mercadores da fé. Em síntese, tal atitude redunda em hipocrisia e grande desejo de aparecer às expensas daqueles que são objeto da sua fúria voraz.

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Por João Rodrigo Weronka

No primeiro texto falei sobre algumas coisas e as relacionei diretamente ao movimento Neopentecostal, o que gerou alguns comentários de amigos.

É preciso deixar claro que não estou “combatendo por combater”. A proposta é expor em cinco textos alguns dos pontos mais falhos do movimento Neopentecostal, para dedicar o sexto texto a uma exposição diferenciada, embora todos os artigos não sejam apenas exposições de feridas, mas em caráter apologético, apontam para um caminho bíblico ortodoxo.

É preciso ressaltar que tais problemas não se restringem apenas ao movimento Neopentecostal, mas que se infiltraram nas diversas tradições, embora esteja muito mais evidente no segmento Neopentecostal.

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Por João Rodrigo Weronka

Quem precisa de apologética? Afinal, é mesmo necessária a tal “defesa da fé”? Não seria mais proveitoso investir tempo e esforços nos métodos de evangelismo “tradicionais”? A apologética é bíblica?

Se você gosta e entende a necessidade da apologética já deve ter ouvido questionamentos assim ou semelhantes. Se você é um cristão avesso a aplicação e necessidade da apologética já deve ter feito tais questionamentos (ou, ao invés de questionamentos, deve ter afirmado que a apologética é desnecessária). Talvez você não esteja nem lá, nem cá. Este texto (o mais longo da série – peço sua paciência) finaliza esta simples trilogia e não tem a menor presunção de ser a palavra final sobre o assunto – um vasto assunto – trata-se de uma tentativa de acalmar os ânimos daqueles que não aceitam a disciplina apologética bem como orientar os extremistas que fizeram – e fazem – da apologética algo dispensável.

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Por João Rodrigo Weronka

Ensinar a Bíblia… é com muito pesar que escrevo isso: a Escola Bíblica se tornou um ministério fora de moda na igreja em nossos dias. Infelizmente vivemos o tempo do “oba-oba” nas igrejas evangélicas. Muita emoção, pouco compromisso (genuíno) com Deus. As igrejas parecem restaurantes espirituais, onde é posto um menu e o crente freguês consome apenas a mercadoria que lhe apraz. Cultos mecânicos dirigidos por ministros de plástico programados para falar, pular, berrar e agir de modo que agrade sua platéia, ávida em ouvir “pregação” que traga uma mensagem antropocêntrica geralmente relacionada a uma vida de prosperidade material ou coisas do gênero.

O retrato de uma igreja que abandonou o ministério de ensino bíblico é lastimável. Conforme as palavras de R.N. Champlin, tal igreja se torna “infantil, carnal, com disputas e cisões na igreja local. Um povo faminto espiritualmente, será um povo infeliz. A ausência de ensino cristão arma o palco para apostasia”. [1] Você já presenciou esta realidade triste? Eu posso falar sobre isso com propriedade.

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Por João Rodrigo Weronka

Creio que muitos cristãos concordam comigo que a igreja evangélica brasileira passa por um tempo difícil, um tempo de crise, seja ela de identidade ou mesmo teológica. Não quero e nem vou me aprofundar neste estudo sobre o que são os devaneios de “nossa” liderança gospel, que tem gerado inúmeras feridas no corpo. Esta crise é fruto do descaso que muitos líderes e crentes tem dado ao que chamo de Tripé Básico do Cristianismo, que consiste em:

1) Crer – a fé em Deus, nossa crença no único Deus;

2) Ensinar – ensinar acerca de Deus; levar o conhecimento da Palavra de Deus e do Deus da Palavra;

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