Por Johnny T. Bernardo

Maria surgiu na história com uma missão específica: trazer o Messias ao mundo, por meio da concepção. Ela figura não mais como um “canal” ou “meio” pelo qual o Filho veio ao mundo. Sua vida pode ser vista como exemplo de fé e devoção, mas não como um objetivo de culto.

Ao nascer, Maria não se distinguiu de nenhum ser humano; ela foi concebida em pecado e assim permaneceu até a sua morte. Ela não foi e não pode ser considerada divina, ou parte da santíssima Trindade. É Jesus e não Maria quem intercede por nós diante do Pai. Amamos Maria, mas adoramos Jesus. Epifânio, um grande apologista cristão do século IV, fez a seguinte observação:

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Por Johnny T. Bernardo

Na tarde de 19 de abril de 2005, enquanto uma multidão de católicos, simpatizantes e jornalistas aguardavam ansiosos pelo desfecho do conclave, uma fumaça de cor preta foi vista surgir pela terceira vez de uma chaminé colocada no telhado da Capela Sistina. Era anunciada ao mundo a eleição do novo papa. Cinquenta minutos depois (as 18h40 locais) Joseph Ratzinger é conduzido à janela da Basílica de São Pedro para a apresentação oficial.

Chamado de Bento XVI, Ratzinger passou a ocupar o 265º lugar na lista de papas eleitos a ocupar o trono de São Pedro. Seu passado e posição doutrinária em muito se assemelha a outros papas, mas ele possui algo a mais que o diferencia dos seus antecessores. Esperança para alguns, preocupação para outros, Ratzinger reúne em torno de si uma série de questionamentos que o tornam em um dos papas mais controvertidos e contraditórios da História.

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É domingo, faz 24 graus em Itapecerica da Serra (SP), o Pe. Osmar de Carvalho atravessa a nave da Igreja com um incensário nas mãos, sobe ao altar e pede que os fieis se levantem para a prece inicial. Juntamente com o pároco, os 200 participantes pedem a Deus perdão por seus pecados e em seguida cantam Glória a Deus nas alturas. Após a primeira e a segunda leitura de trechos da Bíblia, os fieis são conduzidos ao altar para a celebração da Eucaristia. Homens, mulheres, adolescentes participam do pão e do vinho. Por fim, o padre invoca as bênçãos de Deus e despede-se da assembleia.

Essa poderia ser uma missa católica tradicional, não fosse o fato de que a Capela de São Miguel e Todos os Santos estivesse localizada no complexo da Fundação Centro Teosófico Raja (uma espécie de “Gnose Cristã”) e fizesse parte também da Igreja Católica Liberal. Dirigida pelo Monsenhor Marcelo Rezende, a ICL foi fundada em 1916 (Londres) e afirma ser uma extensão da Igreja Vétero-Católica da Holonda, a qual se separou de Roma no século XIX por discordar da promulgação do dogma da Infabilidade Papal. No site da ICL Brasil, encontramos a seguinte informação.

“Pontos essenciais sobre a Igreja Católica Liberal

- Ela é uma Igreja Cristã, uma Comunidade de clérigos e fieis fundada em 1916 cuja sucessão apostólica, válida e reconhecida, deriva-se da Igreja Velho Católica da Holanda.

- Não é uma Obediência da Sé Romana nem uma Igreja Protestante, sendo autônoma e auto-governada.

- Reconhece a existência da Sabedoria Divina, a Teosofia, a pré-existência da Alma e sua evolução por meio de manifestações cíclicas no mundo, regidas pela lei de harmonia e justiça divinas…”

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Por Giuliano Barcelos

Os livros apócrifos (também chamados de pseudocanônicos) são assim classificados por serem livros escritos por comunidades ditas cristãs e pré-cristãs que não foram incluídos no cânon bíblico pela comunidade verdadeiramente cristã nos primeiros séculos.

A Igreja Católica Apostólica Romana acrescenta ao cânon do Antigo Testamento sete livros que não são usados pelos judeus e pelos protestantes (Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico e Baruc), além de dois textos adicionais, ‘História de Suzana’ em Ester e ‘Bel e o dragão’ em Daniel.

Uma das teses usadas pelos católicos para buscar o status de inspirados aos apócrifos (chamados por eles de deuterocanônicos, ou seja, de segundo cânon) está no argumento de que o Novo Testamento faz referência a estes livros centenas de vezes. Façamos então uma investigação para ver se tal argumento realmente procede.

Alguns sites católicos[1] chegam a publicar uma lista, referenciando cada versículo do Novo Testamento ao versículo do apócrifo ao qual supostamente recebe a citação.

Para tal análise, usarei as duas primeiras referências da lista constante nestes sites: Mt 4:4 = Sb 26:16 e Mt 4:15 = 1Mc 5:15.

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Por Giuliano Barcelos

1) Introdução

A Igreja Católica Apostólica Romana presta uma espécie de veneração especial a Maria, chamada hiperdulia (algo como hiper veneração). Todos os demais santos são merecedores apenas de dulia (veneração) e apenas a Deus é reservada a latria, que é a adoração.

Teoricamente estas definições podem até ser compreensíveis, porém a prática nos revela algo totalmente diferente.

João Paulo II, grande devoto de Nossa Senhora e que demonstrou isto em toda a sua trajetória como pontífice disse o seguinte no encontro com os jovens na Basílica Vaticana em 10 de janeiro de 1979:

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