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A apologética cristã – um discurso em defesa das doutrinas cristas – é talvez um dos tópicos mais negligenciados pelos nossos estudiosos. Raramente consta no currículo de algum seminário e comumente se confunde com a heresiologia. No entanto, o atual quadro do cristianismo me faz pensar que poucas vezes ela foi tão necessária. Em tempos difíceis como os nossos, em que evangélicos estão dando as mãos aos católicos, espíritas e budistas em nome do “diálogo inter-religioso” e em que despontam novas espiritualidades, algumas estranhas e avessas ao evangelho de Jesus, é preciso que a liderança séria do nosso país se desperte para a necessidade de elaborarmos uma sólida apologética com a qual possamos combater as doutrinas modernas, geralmente diluídas entre filosofias ocas e relativizantes.

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Por João Rodrigo Weronka

Todo ser humano possui uma cosmovisão. Talvez você já tenha lido esta palavra em algum lugar ou mesmo ouvido algo sobre o assunto, mas não tem a menor idéia do significado deste termo. Mas saiba que mesmo assim, mesmo sem saber o que é isso, você possui uma cosmovisão.

Aquilo que cada pessoa é, o que defende, o que vive, é resultado da cosmovisão que permeia sua vida. Em nosso caso específico, vivemos de acordo com a Cosmovisão Cristã (um desdobramento da Cosmovisão Teísta). Como a humanidade é diversificada ao extremo, nos mais distintos aspectos, existe uma gama muito variada de cosmovisões.

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Por João Rodrigo Weronka

Podemos resumir o “exclusivismo cristão” da seguinte maneira: Jesus Cristo é o Filho de Deus; Ele é o Senhor e Salvador e crer nEle é essencial para alcançar a salvação. As Sagradas Escrituras apontam uma série de textos que afirmam esta verdade, por exemplo:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3.16

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4.12

Não é raro vermos manifestações calorosas dos mais variados segmentos religiosos acusando o cristianismo de ser uma religião intolerante, onde seus membros não passam de um bando de hipócritas arrogantes que afirmam que só existe um caminho. A mais recente explosão de manifestações ateístas teve como estopim a suposta indignação de Ariane Sherine, uma escritora de comédias da Inglaterra, que leu num site cristão que todo aquele que não crê em Jesus como redentor está condenado. Amplamente divulgada pela mídia, sua campanha ateísta não causou impacto apenas na Inglaterra, mas nos quatro cantos do planeta. Além de conseguir arrecadar cifras significativas para patrocinar sua jornada anti-Deus, Sherine tem o forte apoio de figurões ateus, como por exemplo, Richard Dawkins, autor de “Deus, um delírio”. [1]

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Por João Rodrigo Weronka

A afirmação a seguir é quase uma unanimidade em círculos sociais: “Política, futebol e religião não se discute”. Vamos nos ater apenas a questão da religião. Baseado na falsa premissa não devemos debater sobre assuntos religiosos, aqueles que levantam essa bandeira bradam, na mesma voz que todos os caminhos levam a Deus (ou ao paraíso, ou à salvação). Será?

 Ao analisar as crenças de alguns grupos religiosos, principalmente quando observamos o que estes grupos afirmam sobre questões básicas da fé cristã, no que diz respeito a quem é Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, o homem, a Bíblia, a igreja, a salvação e o pecado, podemos constatar que não existe concordância, que não se fala a mesma língua. Vejamos, de modo bem resumido, três exemplos de credos muito distintos:

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Por João Rodrigo Weronka

Quem precisa de apologética? Afinal, é mesmo necessária a tal “defesa da fé”? Não seria mais proveitoso investir tempo e esforços nos métodos de evangelismo “tradicionais”? A apologética é bíblica?

Se você gosta e entende a necessidade da apologética já deve ter ouvido questionamentos assim ou semelhantes. Se você é um cristão avesso a aplicação e necessidade da apologética já deve ter feito tais questionamentos (ou, ao invés de questionamentos, deve ter afirmado que a apologética é desnecessária). Talvez você não esteja nem lá, nem cá. Este texto (o mais longo da série – peço sua paciência) finaliza esta simples trilogia e não tem a menor presunção de ser a palavra final sobre o assunto – um vasto assunto – trata-se de uma tentativa de acalmar os ânimos daqueles que não aceitam a disciplina apologética bem como orientar os extremistas que fizeram – e fazem – da apologética algo dispensável.

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Por João Rodrigo Weronka

Ensinar a Bíblia… é com muito pesar que escrevo isso: a Escola Bíblica se tornou um ministério fora de moda na igreja em nossos dias. Infelizmente vivemos o tempo do “oba-oba” nas igrejas evangélicas. Muita emoção, pouco compromisso (genuíno) com Deus. As igrejas parecem restaurantes espirituais, onde é posto um menu e o crente freguês consome apenas a mercadoria que lhe apraz. Cultos mecânicos dirigidos por ministros de plástico programados para falar, pular, berrar e agir de modo que agrade sua platéia, ávida em ouvir “pregação” que traga uma mensagem antropocêntrica geralmente relacionada a uma vida de prosperidade material ou coisas do gênero.

O retrato de uma igreja que abandonou o ministério de ensino bíblico é lastimável. Conforme as palavras de R.N. Champlin, tal igreja se torna “infantil, carnal, com disputas e cisões na igreja local. Um povo faminto espiritualmente, será um povo infeliz. A ausência de ensino cristão arma o palco para apostasia”. [1] Você já presenciou esta realidade triste? Eu posso falar sobre isso com propriedade.

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Por João Rodrigo Weronka

Creio que muitos cristãos concordam comigo que a igreja evangélica brasileira passa por um tempo difícil, um tempo de crise, seja ela de identidade ou mesmo teológica. Não quero e nem vou me aprofundar neste estudo sobre o que são os devaneios de “nossa” liderança gospel, que tem gerado inúmeras feridas no corpo. Esta crise é fruto do descaso que muitos líderes e crentes tem dado ao que chamo de Tripé Básico do Cristianismo, que consiste em:

1) Crer – a fé em Deus, nossa crença no único Deus;

2) Ensinar – ensinar acerca de Deus; levar o conhecimento da Palavra de Deus e do Deus da Palavra;

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